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Esta categoria contém 52 posts

Que 2012 venha logo!

Muitas coisas boas estão prestes a acontecer em 2012. Entre elas, a retomada do !ideia revista. Às vezes levamos mais tempo do que gostaríamos para realizar certos desejos ou sonhos, mas eles chegam! O Mestrado em comunicação é um desses sonhos, o que vai turbinar este espaço, já que minha área de pesquisa será exatamente comunicação digital e sua relação, convergências e divergências com a mídia tradicional.

Novos rumos para novos posts e novas ideias para serem discutidas e submetidas e você querido leitor. Sim, sei que alguns poucos ainda acessam o blog de vez em quando, e não quero mais que se sintam abandonados por esta blogueira. Aqui teremos muitos temas interessantes para discutir. Que rumos estão seguindo nossas relações pessoais com a mídia? A que ponto nossas vidas e opiniões estão mergulhadas neste oceano www sem nos darmos conta da quantidade de mudanças ocorridas nos anos recentes?

Ah, como é fantástico mergulhar neste universo! Além disso, teremos mais espaço para folgas deste tema e trataremos de assuntos como música, tecnologia, fotografia, design e de vez em quando, gatos! Sim, sou gateira de plantão e não posso deixar e mencionar os queridos felinos e porque não os caninos, também :)

Beija-flor e planejamento

Genial este artigo do Bruno Blankenburg. A comunicação corporativa é tomada diariamente por incêndios, mas não adianta só tentar apagar o fogo. É preciso pensar:

Já é bem conhecida por muitos que trabalham no terceiro setor a história do beija-flor que tenta apagar um incêndio na floresta enquanto os animais simplesmente fogem. Nunca gostei dessa história, pois mostra a solidão e o fracasso. Por isso, criei outra versão que vou compartilhar com você.

O começo de minha paródia é o mesmo: está lá a selva pegando fogo, os animais fugindo e o beija-flor tentando apagar as chamas. Ao perceber que não estava tendo sucesso, a pequena ave parou em um galho e começou a pensar. Viu o fogo ameaçar as árvores, ao mesmo tempo que avistou, no rio próximo, uma oportunidade. Percebeu também sua fraqueza, pois não conseguia levar muita água em seu pequeno bico. Entretanto, lembrou-se de que era o único animal a ficar parado no ar, além de voar bem rápido.

Então, olhou de novo para a floresta e os bichos a correr. Traçou uma linha de ação e voou rapidamente para colocá-la em prática. Primeiro, falou com o bem-te-vi, que além de ser seu amigo, cantava bem alto, e pediu a ele que mobilizasse os elefantes e os conscientizasse de que poderiam usar suas trombas para conter o incêndio.

Enquanto seu amigo piava para a manada, o beija-flor conversou com algumas girafas para que orientassem os elefantes e mostrassem os principais focos do incêndio. Logo, estavam o beija-flor, o bem-te-vi, as girafas e os elefantes, cada um com suas qualidades, dando o melhor de seu potencial para resolver a crise.

O primeiro orientava as ações, pois podia ver claramente as labaredas de cima, enquanto os mamíferos apagavam as chamas. O bem-te-vi, como tinha terminado sua missão, foi conscientizar e mobilizar outros animais.

Antes do fim do dia, estavam todos os animais em uma grande festa para comemorar o sucesso da empreitada. As cigarras tocavam músicas alegres enquanto os bichos dançavam.

Enfim, com planejamento, cada um pode oferecer o melhor para o bem de todos, seja o gerenciamento, a supervisão, o operacional e, até mesmo, a comemoração (que também é muito importante!). Então, é melhor interromper as ações emergenciais, “parar para pensar” e agir de forma estruturada.

Bruno Blankenburg é gestor de Planejamento da Alertse, jornalista por formação e possui experiência na comunicação e gestão de projetos on e off-line, em organizações dos segundo e terceiro setores da economia. Além disso, escreve para blogs e está presente na maioria das redes sociais como pesquisador empírico.

Artigo publicado originalmente no portal Nós da Comunicação.

Deu na Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios: Estudo revela perfil de consumo da geração Y

Um estudo conduzido pela empresa de pesquisa Bridge Research revelou o perfil da geração Y – jovens nascidos entre 1978 e 1990 -, o que pensam em relação a assuntos como política, comunicação, dinheiro e seus hábitos de consumo.

O trabalho foi baseado em entrevistas pessoais com uma amostra de 672 pessoas na Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Grande Porto Alegre, universo estimado em cerca de oito milhões de indivíduos, sendo 48% de homens e 52% de mulheres das classes A, B e C com idades entre 18 e 30 anos.

“Características como valorização do jovem e da juventude, além de forte influência da cultura do hedonismo estão presentes nos jovens Geração Y, que são autores da maioria dos blogs e gestores de comunidades nas redes sociais”, afirma Renato Trindade, presidente da empresa.

A pesquisa mostra que embora existam semelhanças comportamentais entre seu integrantes, há diferenças que são determinadas pelo poder aquisitivo e o nível social. Isso pode ser verificado nos resultados da pesquisa, na análise dos locais de compra, frequência das viagens e de consumo, posse de itens de conforto e velocidade de acesso a novidades.

O executivo detalha que a idade também traz grandes diferenças. Os nascidos entre 1978 e 1980 apresentam mais responsabilidade, maior estrutura de gastos, valores da Geração Y menos cristalizados, dão maior valor à visão da família e aos estudos. Os que nasceram entre 1990 e 1995, estão mais atrelados aos valores da Geração Y, têm menor estrutura de gastos e maior envolvimento com tecnologia e inovação.

Veja abaixo alguns destaques da pesquisa:

Vida profissional

O trabalho é para a Geração Y sinônimo de dinheiro, estabilidade financeira. O sentir-se ativo e feliz é parte importante, mas tem que ter um propósito maior – crescer financeiramente é uma meta que deve ser alcançada rapidamente na percepção dos Y’s. No universo de desejos profissionais, o estudo aponta palavras-chave: prazer no que faz; fazer o que gosta; saber realizar; produzir; desenvolver; executar; ter benefícios; ser remunerado; ter dinheiro; se sustentar; ativo; útil; fazer parte da sociedade e evoluir.

Comunicação

O estudo mostrou que, pouco a pouco, a Geração Y está se afastando do hábito de comprar e ler jornais – substituídos sumariamente pela tevê e internet por “entregar” a informação com rapidez e qualidade. O rádio não é o preferido, mas foi apontado como útil e prático.

Dinheiro

O dinheiro é resultado do trabalho e significa independência e estabilidade. Com essa percepção, a Geração Y acredita que dinheiro e estabilidade são mecanismos para a obtenção de prazer. Máximas como: “poder sobre as pessoas”, “estabilidade financeira”, “mal/bem necessário”, “futuro e possibilidade de planejar”, “progresso e realização pessoal”, “oportunidade de fazer e comprar mais” e “trabalhar para ganhar” estão presentes nos resultados da pesquisa.

Consumo

Uma outra especialidade da Geração Y – além de ser veloz – é ir às compras. As associações com a prática são positivas e emocionais. Não são apegados à marcas e têm foco no resultado que a compra produz. – Roupas As classes A e B apontam a vitrine como responsável pelo impulso de compra; na classe C, as lojas de rua dividem espaço com as de departamento, sendo que o foco é se a roupa “caiu bem” e se há facilidade de pagamento. – Eletroeletrônicos Ao contrário do comportamento adotado no consumo de roupas, a Geração Y mostra maior preocupação na hora de adquirir eletroeletrônicos.

Bancos

Os grandes bancos são associados à visibilidade – quanto mais propaganda, maior a sensação de que se trata de um banco grande –, quantidade de agências espalhadas pela cidade e número de caixas eletrônicos.

Atendimento

A Geração Y se comporta de maneira similar às demais gerações quando o tema é atendimento. A demora é a principal reclamação desses jovens. As expectativas com relação ao atendimento são similares – esperam atendentes bem treinados e capacitados; com boa vontade; eficientes; atenciosos e simpáticos; pró-ativos e com raciocínio rápido. Preferem não falar com mais de um atendente; não ter a ligação derrubada; ter respostas diretas e objetivas; e conseguir resolver o problema. Uma das contradições é que a Geração Y não prefere a internet na hora do atendimento, porque não tem paciência para escrever, enviar e aguardar a solução por e-mail.

Haiti pede socorro

Veja as contas brasileiras que estão recebendo doações para ajudar a população haitiana.

Embaixada do Haiti no Brasil
Banco do Brasil
Agência: 1606-6
C/C: 91.000-7
CNPJ: 04.170.237/0001-71

Cruz Vermelha
HSBC
Agência: 1276
C/C: 14526-84
CNPJ: 04.359688/0001-51

Viva Rio
Banco do Brasil
Agência: 1769-8
C/C: 5113-6
CNPJ: 00.343.941/0001-28

Care Internacional Brasil
Banco Real-Santander
Agência: 0373
C/C: 5756365-0
CNPJ: 04.180.646/0001-59

Pastoral da Criança
HSBC
Agência: 0058
C/C: 12.345-53
CNPJ: 00.975.471/0001-15

Caixa Econômica Federal
Agência 0647
C/C: 3600-1
CNPJ: 00.360.305

As doações da Caixa serão encaminhadas à Coordenação de Assistência Humanitária (Ocha, na sigla em inglês) pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA) da Organização da Nações Unidas (ONU) e pelo Escritório das Nações Unidas.

Um ano de escolhas

Desejo a todos um ano em que possamos escolher, selecionar, avaliar e pensar antes de agir. Desejo um ano em que os cidadão saibam votar, saibam interpretar uma notícia, saibam escolher. Pois só aqueles que podem escolher podem acertar…. e errar. Mas ao menos tiveram a chance de tentar e de formular suas ideias.

Um super 2010!

Quer praticar inglês?

A plataforma Paltalk é um sistema de chat compartilhado em todo o mundo que divide salas com professores de inglês. Você pode trocar ideias enquanto pratica inglês ou praticar inglês enquanto troca ideias.

Entidades reagem a nova carreira de comunicação

Moacir Assunção – O Estado de S. Paulo

A notícia de que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) pretende criar uma nova carreira para jornalistas, publicitários e relações-públicas no serviço público, a de Gestor em Comunicação Pública, gerou polêmica entre entidades e profissionais ligados ao setor. A razão é que já existe na estrutura do governo federal uma carreira para a área, a dos Técnicos em Comunicação Social (TCSs), com cerca de 600 cargos, dos quais metade vagos, preenchidos por concurso público e destinadas a todas as repartições do governo. A Secom confirmou que planeja criar a nova carreira e o projeto deve ser encaminhado ao Congresso no segundo semestre.

“É como determinada prefeitura criar o cargo de cirurgião-dentista quando já existe o de dentista. Questão puramente de nomenclatura, mas com uma sutileza: o salário dos futuros integrantes da carreira em estudo na Secom é de encher os olhos, enquanto profissionais concursados há décadas vão seguir com remuneração aviltante”, compara o jornalista Oswaldo Augusto Leitão, um dos integrantes do movimento dos profissionais de comunicação do Executivo Federal, formado por TCSs, em artigo no site Observatório da Imprensa.

Agora é sem acento

Este blog vai se render à reforma ortográfica e a partir de hoje, !ideia revista é sem acento. Aproveitando, clique aqui para acessar um resumo sobre o que muda na língua portuguesa, produzido pelo G1.

Genialidades da Internet

MOJO é uma editora digital que publica livros cujas histórias são baseadas em músicas. A idéia é genial. As músicas viram livros! E você também pode contar a sua história.

Da mediação à construção da realidade

Venício A. de Lima
Observatório da Imprensa

A revista Veja, à época de José Roberto Guzzo e Elio Gaspari (edição 932 de 16/07/1986, pág. 27), publicou uma charge do genial Luis Fernando Verissimo, sob o título “Crepúsculo”, que guardo comigo até hoje. Um casal está diante de um deslumbrante pôr do sol. O homem, que aponta uma filmadora portátil para o lindo horizonte, diz para a mulher: “Mal posso esperar pra chegar em casa e ver isto”.
[Ver também aqui.]

Durante muitos anos usei essa charge, em aulas de comunicação, para dramatizar o incrível papel de mediadoras entre o homem e sua realidade exercido pelas novas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Não bastava mais estar presente e testemunhar a beleza do crepúsculo. Mais importante do que a própria experiência direta, era ver depois a imagem dela através das lentes e cores de uma filmadora.

Os turistas japoneses são exemplos emblemáticos do largo uso de máquinas fotográficas e filmadoras. Em alguns países da Europa, eles são jocosamente referidos como aqueles que “descobrem” os lugares visitados somente depois que retornam às suas casas e vêem/assistem às fotos/filmes que fizeram.

Processo semelhante ocorre quando a realidade é “experimentada” através das câmeras de TV e cinema ou das fotos de jornais e revistas. Com uma diferença fundamental: a mediação da grande mídia retira do espectador/leitor o controle da imagem a ser mostrada e vista. E, boa parte do que é realidade no mundo contemporâneo, chega até nós exatamente dessa forma. Daí o enorme poder de definição do real que a mídia tem.

Acesso e fascínio

Os anos se passaram. As TIC e seu fascínio avançaram. Os preços se tornaram acessíveis. E o fenômeno se espraiou por todo o tecido social. Fotografar, filmar, registrar se transformaram em epidemia social.

Casamentos e cerimônias como formaturas – do jardim de infância à pós-graduação – se transformaram em eventos filmados e fotografados por dezenas de fotógrafos e cinegrafistas, profissionais e amadores. Telefones celulares – mais de 148 milhões no país (Anatel, 17/12/2008) – que são também máquinas fotográficas e filmadoras digitais, potencializaram exponencialmente o número de fotógrafos e cinegrafistas.

Não é incomum que se forme uma barreira humana entre a cerimônia e familiares/convidados que a presenciam “ao vivo”, a ponto destes serem impedidos de ter alguma visão do palco do próprio evento. Aos poucos, fotografar e filmar esses eventos passou a fazer parte deles; ou melhor, a busca da representação da realidade se tornou constitutiva dela mesma.

Tudo isso é feito dentro da lógica de que em momento futuro, em casa, se poderá “ver” o que de fato aconteceu, incorporando a antiga mediação tecnológica à realidade.
Mais recentemente o fenômeno alcançou também as festas de família.

São tantos os fotógrafos e cinegrafistas que se chega à bizarra situação de um evento estar sendo fotografado e filmado simultaneamente pela maioria de seus participantes. As festinhas familiares estão se transformando prioritariamente em ocasiões das quais se deve ter imagens para se ver depois. E com isso o evento se transforma numa interminável sessão de fotografia e filmagem, cujas fotos e vídeos são editados e vistos e refeitos ao longo do próprio evento. E por aí vai…

TIC e sociabilidade

Não há dúvida de que as TIC, amplamente disponíveis a preço acessível, democratizaram a possibilidade de registro de fatos e a preservação da memória de pessoas e de situações. Não se trata, portanto, de eventual nostalgia da suposta pureza de uma época passada. A questão é outra.

A incorporação das representações possibilitadas pelas TIC, evidentemente, altera a definição de realidade. E isso vale para fenômenos naturais – como o crepúsculo – e também para o registro de fatos e a preservação da memória de pessoas e situações. Altera também o comportamento das pessoas.

Ao nível das relações e da sociabilidade humanas, não se correria o risco, em situações específicas, de transformá-las em meros objetos de registro imagético? Quem sobrevive impune a dezenas de máquinas fotográficas, celulares e filmadoras apontadas em sua direção ao longo de toda uma festinha familiar? E as intermináveis sessões posteriores onde se vê e se revê as fotos e os filmes e os vídeos?

Vinte e dois anos depois, a charge do Verissimo está mais atual do que nunca. Só que agora não é só o “crepúsculo” que passa a incorporar a imagem dele feita para se ver depois “em casa”. Até que a epidemia passe – será que passa? – as festinhas de dentro de casa, elas mesmas, passaram a existir no resultado imagético de uma incontrolável legião de máquinas fotográficas, filmadoras e celulares. E se prolongarem nas imagens que se faz delas, vistas e revistas interminavelmente.

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