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Esta categoria contém 52 posts

Que 2012 venha logo!

Muitas coisas boas estão prestes a acontecer em 2012. Entre elas, a retomada do !ideia revista. Às vezes levamos mais tempo do que gostaríamos para realizar certos desejos ou sonhos, mas eles chegam! O Mestrado em comunicação é um desses sonhos, o que vai turbinar este espaço, já que minha área de pesquisa será exatamente comunicação digital e sua relação, convergências e divergências com a mídia tradicional.

Novos rumos para novos posts e novas ideias para serem discutidas e submetidas e você querido leitor. Sim, sei que alguns poucos ainda acessam o blog de vez em quando, e não quero mais que se sintam abandonados por esta blogueira. Aqui teremos muitos temas interessantes para discutir. Que rumos estão seguindo nossas relações pessoais com a mídia? A que ponto nossas vidas e opiniões estão mergulhadas neste oceano www sem nos darmos conta da quantidade de mudanças ocorridas nos anos recentes?

Ah, como é fantástico mergulhar neste universo! Além disso, teremos mais espaço para folgas deste tema e trataremos de assuntos como música, tecnologia, fotografia, design e de vez em quando, gatos! Sim, sou gateira de plantão e não posso deixar e mencionar os queridos felinos e porque não os caninos, também :)

Beija-flor e planejamento

Genial este artigo do Bruno Blankenburg. A comunicação corporativa é tomada diariamente por incêndios, mas não adianta só tentar apagar o fogo. É preciso pensar:

Já é bem conhecida por muitos que trabalham no terceiro setor a história do beija-flor que tenta apagar um incêndio na floresta enquanto os animais simplesmente fogem. Nunca gostei dessa história, pois mostra a solidão e o fracasso. Por isso, criei outra versão que vou compartilhar com você.

O começo de minha paródia é o mesmo: está lá a selva pegando fogo, os animais fugindo e o beija-flor tentando apagar as chamas. Ao perceber que não estava tendo sucesso, a pequena ave parou em um galho e começou a pensar. Viu o fogo ameaçar as árvores, ao mesmo tempo que avistou, no rio próximo, uma oportunidade. Percebeu também sua fraqueza, pois não conseguia levar muita água em seu pequeno bico. Entretanto, lembrou-se de que era o único animal a ficar parado no ar, além de voar bem rápido.

Então, olhou de novo para a floresta e os bichos a correr. Traçou uma linha de ação e voou rapidamente para colocá-la em prática. Primeiro, falou com o bem-te-vi, que além de ser seu amigo, cantava bem alto, e pediu a ele que mobilizasse os elefantes e os conscientizasse de que poderiam usar suas trombas para conter o incêndio.

Enquanto seu amigo piava para a manada, o beija-flor conversou com algumas girafas para que orientassem os elefantes e mostrassem os principais focos do incêndio. Logo, estavam o beija-flor, o bem-te-vi, as girafas e os elefantes, cada um com suas qualidades, dando o melhor de seu potencial para resolver a crise.

O primeiro orientava as ações, pois podia ver claramente as labaredas de cima, enquanto os mamíferos apagavam as chamas. O bem-te-vi, como tinha terminado sua missão, foi conscientizar e mobilizar outros animais.

Antes do fim do dia, estavam todos os animais em uma grande festa para comemorar o sucesso da empreitada. As cigarras tocavam músicas alegres enquanto os bichos dançavam.

Enfim, com planejamento, cada um pode oferecer o melhor para o bem de todos, seja o gerenciamento, a supervisão, o operacional e, até mesmo, a comemoração (que também é muito importante!). Então, é melhor interromper as ações emergenciais, “parar para pensar” e agir de forma estruturada.

Bruno Blankenburg é gestor de Planejamento da Alertse, jornalista por formação e possui experiência na comunicação e gestão de projetos on e off-line, em organizações dos segundo e terceiro setores da economia. Além disso, escreve para blogs e está presente na maioria das redes sociais como pesquisador empírico.

Artigo publicado originalmente no portal Nós da Comunicação.

Deu na Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios: Estudo revela perfil de consumo da geração Y

Um estudo conduzido pela empresa de pesquisa Bridge Research revelou o perfil da geração Y – jovens nascidos entre 1978 e 1990 -, o que pensam em relação a assuntos como política, comunicação, dinheiro e seus hábitos de consumo.

O trabalho foi baseado em entrevistas pessoais com uma amostra de 672 pessoas na Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Grande Porto Alegre, universo estimado em cerca de oito milhões de indivíduos, sendo 48% de homens e 52% de mulheres das classes A, B e C com idades entre 18 e 30 anos.

“Características como valorização do jovem e da juventude, além de forte influência da cultura do hedonismo estão presentes nos jovens Geração Y, que são autores da maioria dos blogs e gestores de comunidades nas redes sociais”, afirma Renato Trindade, presidente da empresa.

A pesquisa mostra que embora existam semelhanças comportamentais entre seu integrantes, há diferenças que são determinadas pelo poder aquisitivo e o nível social. Isso pode ser verificado nos resultados da pesquisa, na análise dos locais de compra, frequência das viagens e de consumo, posse de itens de conforto e velocidade de acesso a novidades.

O executivo detalha que a idade também traz grandes diferenças. Os nascidos entre 1978 e 1980 apresentam mais responsabilidade, maior estrutura de gastos, valores da Geração Y menos cristalizados, dão maior valor à visão da família e aos estudos. Os que nasceram entre 1990 e 1995, estão mais atrelados aos valores da Geração Y, têm menor estrutura de gastos e maior envolvimento com tecnologia e inovação.

Veja abaixo alguns destaques da pesquisa:

Vida profissional

O trabalho é para a Geração Y sinônimo de dinheiro, estabilidade financeira. O sentir-se ativo e feliz é parte importante, mas tem que ter um propósito maior – crescer financeiramente é uma meta que deve ser alcançada rapidamente na percepção dos Y’s. No universo de desejos profissionais, o estudo aponta palavras-chave: prazer no que faz; fazer o que gosta; saber realizar; produzir; desenvolver; executar; ter benefícios; ser remunerado; ter dinheiro; se sustentar; ativo; útil; fazer parte da sociedade e evoluir.

Comunicação

O estudo mostrou que, pouco a pouco, a Geração Y está se afastando do hábito de comprar e ler jornais – substituídos sumariamente pela tevê e internet por “entregar” a informação com rapidez e qualidade. O rádio não é o preferido, mas foi apontado como útil e prático.

Dinheiro

O dinheiro é resultado do trabalho e significa independência e estabilidade. Com essa percepção, a Geração Y acredita que dinheiro e estabilidade são mecanismos para a obtenção de prazer. Máximas como: “poder sobre as pessoas”, “estabilidade financeira”, “mal/bem necessário”, “futuro e possibilidade de planejar”, “progresso e realização pessoal”, “oportunidade de fazer e comprar mais” e “trabalhar para ganhar” estão presentes nos resultados da pesquisa.

Consumo

Uma outra especialidade da Geração Y – além de ser veloz – é ir às compras. As associações com a prática são positivas e emocionais. Não são apegados à marcas e têm foco no resultado que a compra produz. – Roupas As classes A e B apontam a vitrine como responsável pelo impulso de compra; na classe C, as lojas de rua dividem espaço com as de departamento, sendo que o foco é se a roupa “caiu bem” e se há facilidade de pagamento. – Eletroeletrônicos Ao contrário do comportamento adotado no consumo de roupas, a Geração Y mostra maior preocupação na hora de adquirir eletroeletrônicos.

Bancos

Os grandes bancos são associados à visibilidade – quanto mais propaganda, maior a sensação de que se trata de um banco grande –, quantidade de agências espalhadas pela cidade e número de caixas eletrônicos.

Atendimento

A Geração Y se comporta de maneira similar às demais gerações quando o tema é atendimento. A demora é a principal reclamação desses jovens. As expectativas com relação ao atendimento são similares – esperam atendentes bem treinados e capacitados; com boa vontade; eficientes; atenciosos e simpáticos; pró-ativos e com raciocínio rápido. Preferem não falar com mais de um atendente; não ter a ligação derrubada; ter respostas diretas e objetivas; e conseguir resolver o problema. Uma das contradições é que a Geração Y não prefere a internet na hora do atendimento, porque não tem paciência para escrever, enviar e aguardar a solução por e-mail.

Haiti pede socorro

Veja as contas brasileiras que estão recebendo doações para ajudar a população haitiana.

Embaixada do Haiti no Brasil
Banco do Brasil
Agência: 1606-6
C/C: 91.000-7
CNPJ: 04.170.237/0001-71

Cruz Vermelha
HSBC
Agência: 1276
C/C: 14526-84
CNPJ: 04.359688/0001-51

Viva Rio
Banco do Brasil
Agência: 1769-8
C/C: 5113-6
CNPJ: 00.343.941/0001-28

Care Internacional Brasil
Banco Real-Santander
Agência: 0373
C/C: 5756365-0
CNPJ: 04.180.646/0001-59

Pastoral da Criança
HSBC
Agência: 0058
C/C: 12.345-53
CNPJ: 00.975.471/0001-15

Caixa Econômica Federal
Agência 0647
C/C: 3600-1
CNPJ: 00.360.305

As doações da Caixa serão encaminhadas à Coordenação de Assistência Humanitária (Ocha, na sigla em inglês) pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA) da Organização da Nações Unidas (ONU) e pelo Escritório das Nações Unidas.

Um ano de escolhas

Desejo a todos um ano em que possamos escolher, selecionar, avaliar e pensar antes de agir. Desejo um ano em que os cidadão saibam votar, saibam interpretar uma notícia, saibam escolher. Pois só aqueles que podem escolher podem acertar…. e errar. Mas ao menos tiveram a chance de tentar e de formular suas ideias.

Um super 2010!

Quer praticar inglês?

A plataforma Paltalk é um sistema de chat compartilhado em todo o mundo que divide salas com professores de inglês. Você pode trocar ideias enquanto pratica inglês ou praticar inglês enquanto troca ideias.

Entidades reagem a nova carreira de comunicação

Moacir Assunção – O Estado de S. Paulo

A notícia de que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) pretende criar uma nova carreira para jornalistas, publicitários e relações-públicas no serviço público, a de Gestor em Comunicação Pública, gerou polêmica entre entidades e profissionais ligados ao setor. A razão é que já existe na estrutura do governo federal uma carreira para a área, a dos Técnicos em Comunicação Social (TCSs), com cerca de 600 cargos, dos quais metade vagos, preenchidos por concurso público e destinadas a todas as repartições do governo. A Secom confirmou que planeja criar a nova carreira e o projeto deve ser encaminhado ao Congresso no segundo semestre.

“É como determinada prefeitura criar o cargo de cirurgião-dentista quando já existe o de dentista. Questão puramente de nomenclatura, mas com uma sutileza: o salário dos futuros integrantes da carreira em estudo na Secom é de encher os olhos, enquanto profissionais concursados há décadas vão seguir com remuneração aviltante”, compara o jornalista Oswaldo Augusto Leitão, um dos integrantes do movimento dos profissionais de comunicação do Executivo Federal, formado por TCSs, em artigo no site Observatório da Imprensa.

Agora é sem acento

Este blog vai se render à reforma ortográfica e a partir de hoje, !ideia revista é sem acento. Aproveitando, clique aqui para acessar um resumo sobre o que muda na língua portuguesa, produzido pelo G1.

Genialidades da Internet

MOJO é uma editora digital que publica livros cujas histórias são baseadas em músicas. A idéia é genial. As músicas viram livros! E você também pode contar a sua história.

Da mediação à construção da realidade

Venício A. de Lima
Observatório da Imprensa

A revista Veja, à época de José Roberto Guzzo e Elio Gaspari (edição 932 de 16/07/1986, pág. 27), publicou uma charge do genial Luis Fernando Verissimo, sob o título “Crepúsculo”, que guardo comigo até hoje. Um casal está diante de um deslumbrante pôr do sol. O homem, que aponta uma filmadora portátil para o lindo horizonte, diz para a mulher: “Mal posso esperar pra chegar em casa e ver isto”.
[Ver também aqui.]

Durante muitos anos usei essa charge, em aulas de comunicação, para dramatizar o incrível papel de mediadoras entre o homem e sua realidade exercido pelas novas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Não bastava mais estar presente e testemunhar a beleza do crepúsculo. Mais importante do que a própria experiência direta, era ver depois a imagem dela através das lentes e cores de uma filmadora.

Os turistas japoneses são exemplos emblemáticos do largo uso de máquinas fotográficas e filmadoras. Em alguns países da Europa, eles são jocosamente referidos como aqueles que “descobrem” os lugares visitados somente depois que retornam às suas casas e vêem/assistem às fotos/filmes que fizeram.

Processo semelhante ocorre quando a realidade é “experimentada” através das câmeras de TV e cinema ou das fotos de jornais e revistas. Com uma diferença fundamental: a mediação da grande mídia retira do espectador/leitor o controle da imagem a ser mostrada e vista. E, boa parte do que é realidade no mundo contemporâneo, chega até nós exatamente dessa forma. Daí o enorme poder de definição do real que a mídia tem.

Acesso e fascínio

Os anos se passaram. As TIC e seu fascínio avançaram. Os preços se tornaram acessíveis. E o fenômeno se espraiou por todo o tecido social. Fotografar, filmar, registrar se transformaram em epidemia social.

Casamentos e cerimônias como formaturas – do jardim de infância à pós-graduação – se transformaram em eventos filmados e fotografados por dezenas de fotógrafos e cinegrafistas, profissionais e amadores. Telefones celulares – mais de 148 milhões no país (Anatel, 17/12/2008) – que são também máquinas fotográficas e filmadoras digitais, potencializaram exponencialmente o número de fotógrafos e cinegrafistas.

Não é incomum que se forme uma barreira humana entre a cerimônia e familiares/convidados que a presenciam “ao vivo”, a ponto destes serem impedidos de ter alguma visão do palco do próprio evento. Aos poucos, fotografar e filmar esses eventos passou a fazer parte deles; ou melhor, a busca da representação da realidade se tornou constitutiva dela mesma.

Tudo isso é feito dentro da lógica de que em momento futuro, em casa, se poderá “ver” o que de fato aconteceu, incorporando a antiga mediação tecnológica à realidade.
Mais recentemente o fenômeno alcançou também as festas de família.

São tantos os fotógrafos e cinegrafistas que se chega à bizarra situação de um evento estar sendo fotografado e filmado simultaneamente pela maioria de seus participantes. As festinhas familiares estão se transformando prioritariamente em ocasiões das quais se deve ter imagens para se ver depois. E com isso o evento se transforma numa interminável sessão de fotografia e filmagem, cujas fotos e vídeos são editados e vistos e refeitos ao longo do próprio evento. E por aí vai…

TIC e sociabilidade

Não há dúvida de que as TIC, amplamente disponíveis a preço acessível, democratizaram a possibilidade de registro de fatos e a preservação da memória de pessoas e de situações. Não se trata, portanto, de eventual nostalgia da suposta pureza de uma época passada. A questão é outra.

A incorporação das representações possibilitadas pelas TIC, evidentemente, altera a definição de realidade. E isso vale para fenômenos naturais – como o crepúsculo – e também para o registro de fatos e a preservação da memória de pessoas e situações. Altera também o comportamento das pessoas.

Ao nível das relações e da sociabilidade humanas, não se correria o risco, em situações específicas, de transformá-las em meros objetos de registro imagético? Quem sobrevive impune a dezenas de máquinas fotográficas, celulares e filmadoras apontadas em sua direção ao longo de toda uma festinha familiar? E as intermináveis sessões posteriores onde se vê e se revê as fotos e os filmes e os vídeos?

Vinte e dois anos depois, a charge do Verissimo está mais atual do que nunca. Só que agora não é só o “crepúsculo” que passa a incorporar a imagem dele feita para se ver depois “em casa”. Até que a epidemia passe – será que passa? – as festinhas de dentro de casa, elas mesmas, passaram a existir no resultado imagético de uma incontrolável legião de máquinas fotográficas, filmadoras e celulares. E se prolongarem nas imagens que se faz delas, vistas e revistas interminavelmente.

Seminário – Brasília: modernidade, imagem e som

Acontece hoje, no auditório da Casa da Cultura da América Latina, o Seminário Brasília: modernidade, imagem e som. O evento é promovido pelo Núcleo de Pesquisa Brasília e Música, parte integrante do Laboratório Cultural Virtual da Casa Cultura da América Latina (CAL – UnB).

Tendo em vista a chegada do 50º aniversário da cidade, serão apresentados trabalhos de pesquisa recentes que ajudam a fomentar o debate crítico e uma reflexão sobre a trajetória da cidade modernista na última metade de século.

O evento contará com a presença e a contribuição de profissionais das áreas de Sociologia e Artes Visuais que apresentarão seus trabalhos para o público garantindo um diálogo das linhas de pesquisa desenvolvidas entre si e do publico presente.

As apresentações abrangem as áreas de Música, Artes Visuais e Sociologia em torno da cidade de Brasília, que representa o auge de um período significativo na caminhada moderna brasileira.

A entrada é franca. A confirmação de presença poderá ser feita via e-mail:Brasilia_musica_letra@googlegroups.com.

Serviço
Onde:
 Casa da Cultura da América Latina – SCS Quadra 04, Ed. Anápolis, 1º andar, sala 103
Horário: 19 às 21h
Dia: 10 de dezembro

Crise chega à Imprensa

O grupo Tribune Co., que edita jornais como o Los Angeles Times e o Chicago Tribune aderiu ontem ao capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos em Delaware, com o intuito de reorganizar suas dívidas.

Além disso, o New York Times pediu um empréstimo de US$ 225 milhões oferecendo sua sede como garantia para saldar algumas dívida.

Com a queda da publicidade, natural pela crise, os veículos de imprensa terão dificuldade em se manter…

LivroClip

 Novidade na net brasileira: o site LivroClip é a primeira “Livropédia” do país. A proposta do site é levar os livros à sala de aula, na forma de animações, dicas de uso e fórum de debates. É uma excelente ferramenta educacional e chama atenção a forma descolada dos vídeos sobre grandes clássicos da literatura brasileira e estrangeira.

Evolução

Spencer Elden, o bebê da memorável capa do álbum Nevermind, do Nirvana:

Agora, 17 anos depois (com um pouco de pudor):

Vento e dinamismo

Saulo Quadros

A cidade, apesar de movimentada, estava vazia para ele. Seu dinamismo estava em processo de finalização nos últimos anos. Tudo lhe parecia uma rotina. Durante um tempo, a antecipação dos fatos antes da sua ocorrência lhe transmitia sensação de segurança. Afinal, aquela turbulência que precedeu os seus vinte e cinco anos devastara sua família e lhe deixou sozinho no mundo, restando-lhe apenas seus amigos, de quem nunca foi próximo. A rotina na qual sua vida tinha se transformado lhe permitia saber o que esperar de tudo e de todos. Era como se pudesse prever o futuro, que para muitos ainda era bastante incerto. Entretanto, isso estava deixando de ser bom. Era como se desejasse a turbulência e seus efeitos destrutivos. Fez-se urgência trazer dinamismo de volta ao mundo. Foi então que juntou seus inúmeros documentos e fotos, plugou o ventilador na tomada e tornou dinâmica sua vida. Em vez da antiga e remota turbulência, tinha agora um furacão.

Woody Allen Almodovariano

Quem pôde assistir ao filme de estréia do 10º Festival Internacional de Cinema de Brasília ontem pôde se deliciar com uma versão castelhana de Woody Allen com o filme Vick Christina Barcelona.

A história de duas amigas (Scarlett Johansson e Rebecca Hall) que vão passar férias na capitalespanhola é regada a relacionamentos inusitados, triângulos amorosos (mais cíclico que triangular), traição, casamentos de conveniência e a eterna busca pela vida ideal.

Javier Bardem, o assassino de cabelo horrível de “Onde os fracos não têm vez”, interpreta um charmoso artista plástico que vive os desejos de forma incondicional. Ele foi casado durante anos com a personagem de Penélope Cruz, uma mulher esquizofrênica que vive à beira da loucura.

O mais admirável é o respeito aos sentimentos e a forma como eles são abordados no filme. Por mais complexos que possam ser, há honestidade em todo o tempo. Talvez por isso a história seja tão original. Os sentimentos estão acima dos personagens.

Além da história pitoresca, a fotografia é linda e laranja, o que lembra muitas vezes os filmes de Almodóvar. A trilha sonora é regada a Paco de Lucia com performances de guitarra espanhola em alguns momentos.

E ao fim, uma revelação: Penélope Cruz sabe ser cômica. A quantidade de sorrisos que se espalham pela sala quando sua personagem está em cena é insana.

Woody Allen é sempre bom.

Confusões latino-americanas

Rubens Ricúpero – Folha de S. Paulo

A julgar pelas recentes negociações de Genebra se poderia pensar que o Mercosul é formado pelo Brasil e pelos que deram apoio à nossa posição: Chile, Peru, Colômbia e México. A Argentina e a Venezuela, que a denunciaram com vigor, pareceriam pertencer a algum bloco rival.

O fracassado acordo de Genebra teria sido determinante para o futuro do comércio mundial. Afetaria vitalmente qualquer acordo regional como as uniões aduaneiras tipo Mercosul. Uma divergência entre os três sócios de maior peso da mesma união sobre questão decisiva na mais alta instância comercial é fato da maior gravidade. Exige explicação e, mais do que isso, ações para evitar sua repetição.

Esperava-se que a solução viesse durante a visita do presidente Lula à Argentina, logo após a reunião de Genebra. Ora, a visita nada esclareceu do passado e complicou ainda mais o futuro. Na parte improvisada do discurso aos empresários, o presidente sinalizou que a solução seria flexibilizar o Mercosul.

Como interpretar de outro modo a afirmação: “Temos de construir consensos no limite do possível, mas sem abrir mão da soberania, fazendo os acordos bilaterais que cada país entenda ser melhor”? Não pensa assim o assessor presidencial para assuntos internacionais. Em entrevista ao “Clarín”, ele declarou que, longe de querer flexibilizar, o Brasil quer aprofundar o Mercosul. Descartou igualmente a possibilidade de acordos bilaterais como idéia fixa de empresários.

Menos abrasivo na linguagem, o ministro Celso Amorim disse o mesmo na substância. Reafirmou em Montevidéu o compromisso com o Mercosul e asseverou que uma das prioridades da presidência brasileira do bloco seria completar a adesão da Venezuela. Como ficamos diante da contradição óbvia?

Quanto à divergência em Genebra, nada mudou. Ninguém se arrependeu, se desculpou ou prometeu alterar o comportamento. Empurrou-se com a barriga até quando e se a Rodada Doha for reativada. Aí, então, se verá o que fazer. Na questão da alternativa à retomada das negociações de Doha, teremos mais do mesmo e, com a inclusão completa da Venezuela, em dose dupla.

Só faltou forçar a entrada da Bolívia sem negociações tarifárias como o Brasil teria tentado, tempos atrás. Comenta-se nos corredores do Itamaraty que os argentinos tiveram de raspar suas escassas reservas de bom senso e equilíbrio, a fim de evitar que o nosso insensato coração prevalecesse! E agora? Vamos negociar dentro de bloco que continuará a não ter executivo forte, nem uma voz unificada. Ônus adicional será o ingresso de sócio que inviabilizará de saída um acordo com seus numerosos desafetos por razões políticas ou pela prática repetida de expropriações.

Não seria melhor rever a decisão ministerial que obrigou à negociação conjunta, devolvendo aos membros a liberdade de iniciativa em relação a terceiros? Não tanto para concluir acordos bilaterais com os Estados Unidos ou os europeus, cujas chances, sem Doha, são mínimas. A flexibilidade neutralizaria o dano potencial de Chávez.

Além disso, permitiria negociar ajustes para evitar discriminação nos países latino-americanos que têm acordos com os Estados Unidos, os mesmos que nos apoiaram em Genebra. Na hora decisiva, as afinidades de orientação econômica e moderação política deles conosco contaram mais em termos objetivos do que a retórica do Mercosul.

RUBENS RICUPERO ,71, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda (governo Itamar Franco).

Radiohead sempre inovando

O clipe da música ‘House of Cards’, do Radiohead, foi produzido sem câmeras, usando scanners e lasers para captar imagens em 3D.

Top Vídeos

O site Viral Video Chart acompanha o ranking dos vídeos mais assistidos na net. O acompanhamento é realizado em tempo real.

Memória brasileira

O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas já está com quase todo o acervo disponível no site:http://www.cpdoc.fgv.br/comum/htm/

Nem é necessário dizer que é ótimo!

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