Muitas coisas boas estão prestes a acontecer em 2012. Entre elas, a retomada do !ideia revista. Às vezes levamos mais tempo do que gostaríamos para realizar certos desejos ou sonhos, mas eles chegam! O Mestrado em comunicação é um desses sonhos, o que vai turbinar este espaço, já que minha área de pesquisa será exatamente comunicação digital e sua relação, convergências e divergências com a mídia tradicional.
Novos rumos para novos posts e novas ideias para serem discutidas e submetidas e você querido leitor. Sim, sei que alguns poucos ainda acessam o blog de vez em quando, e não quero mais que se sintam abandonados por esta blogueira. Aqui teremos muitos temas interessantes para discutir. Que rumos estão seguindo nossas relações pessoais com a mídia? A que ponto nossas vidas e opiniões estão mergulhadas neste oceano www sem nos darmos conta da quantidade de mudanças ocorridas nos anos recentes?
Ah, como é fantástico mergulhar neste universo! Além disso, teremos mais espaço para folgas deste tema e trataremos de assuntos como música, tecnologia, fotografia, design e de vez em quando, gatos! Sim, sou gateira de plantão e não posso deixar e mencionar os queridos felinos e porque não os caninos, também
Genial este artigo do Bruno Blankenburg. A comunicação corporativa é tomada diariamente por incêndios, mas não adianta só tentar apagar o fogo. É preciso pensar:
Já é bem conhecida por muitos que trabalham no terceiro setor a história do beija-flor que tenta apagar um incêndio na floresta enquanto os animais simplesmente fogem. Nunca gostei dessa história, pois mostra a solidão e o fracasso. Por isso, criei outra versão que vou compartilhar com você.
O começo de minha paródia é o mesmo: está lá a selva pegando fogo, os animais fugindo e o beija-flor tentando apagar as chamas. Ao perceber que não estava tendo sucesso, a pequena ave parou em um galho e começou a pensar. Viu o fogo ameaçar as árvores, ao mesmo tempo que avistou, no rio próximo, uma oportunidade. Percebeu também sua fraqueza, pois não conseguia levar muita água em seu pequeno bico. Entretanto, lembrou-se de que era o único animal a ficar parado no ar, além de voar bem rápido.
Então, olhou de novo para a floresta e os bichos a correr. Traçou uma linha de ação e voou rapidamente para colocá-la em prática. Primeiro, falou com o bem-te-vi, que além de ser seu amigo, cantava bem alto, e pediu a ele que mobilizasse os elefantes e os conscientizasse de que poderiam usar suas trombas para conter o incêndio.
Enquanto seu amigo piava para a manada, o beija-flor conversou com algumas girafas para que orientassem os elefantes e mostrassem os principais focos do incêndio. Logo, estavam o beija-flor, o bem-te-vi, as girafas e os elefantes, cada um com suas qualidades, dando o melhor de seu potencial para resolver a crise.
O primeiro orientava as ações, pois podia ver claramente as labaredas de cima, enquanto os mamíferos apagavam as chamas. O bem-te-vi, como tinha terminado sua missão, foi conscientizar e mobilizar outros animais.
Antes do fim do dia, estavam todos os animais em uma grande festa para comemorar o sucesso da empreitada. As cigarras tocavam músicas alegres enquanto os bichos dançavam.
Enfim, com planejamento, cada um pode oferecer o melhor para o bem de todos, seja o gerenciamento, a supervisão, o operacional e, até mesmo, a comemoração (que também é muito importante!). Então, é melhor interromper as ações emergenciais, “parar para pensar” e agir de forma estruturada.
Bruno Blankenburg é gestor de Planejamento da Alertse, jornalista por formação e possui experiência na comunicação e gestão de projetos on e off-line, em organizações dos segundo e terceiro setores da economia. Além disso, escreve para blogs e está presente na maioria das redes sociais como pesquisador empírico.
Artigo publicado originalmente no portal Nós da Comunicação.
Um estudo conduzido pela empresa de pesquisa Bridge Research revelou o perfil da geração Y – jovens nascidos entre 1978 e 1990 -, o que pensam em relação a assuntos como política, comunicação, dinheiro e seus hábitos de consumo.
O trabalho foi baseado em entrevistas pessoais com uma amostra de 672 pessoas na Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Grande Porto Alegre, universo estimado em cerca de oito milhões de indivíduos, sendo 48% de homens e 52% de mulheres das classes A, B e C com idades entre 18 e 30 anos.
“Características como valorização do jovem e da juventude, além de forte influência da cultura do hedonismo estão presentes nos jovens Geração Y, que são autores da maioria dos blogs e gestores de comunidades nas redes sociais”, afirma Renato Trindade, presidente da empresa.
A pesquisa mostra que embora existam semelhanças comportamentais entre seu integrantes, há diferenças que são determinadas pelo poder aquisitivo e o nível social. Isso pode ser verificado nos resultados da pesquisa, na análise dos locais de compra, frequência das viagens e de consumo, posse de itens de conforto e velocidade de acesso a novidades.
O executivo detalha que a idade também traz grandes diferenças. Os nascidos entre 1978 e 1980 apresentam mais responsabilidade, maior estrutura de gastos, valores da Geração Y menos cristalizados, dão maior valor à visão da família e aos estudos. Os que nasceram entre 1990 e 1995, estão mais atrelados aos valores da Geração Y, têm menor estrutura de gastos e maior envolvimento com tecnologia e inovação.
Veja abaixo alguns destaques da pesquisa:
Vida profissional
O trabalho é para a Geração Y sinônimo de dinheiro, estabilidade financeira. O sentir-se ativo e feliz é parte importante, mas tem que ter um propósito maior – crescer financeiramente é uma meta que deve ser alcançada rapidamente na percepção dos Y’s. No universo de desejos profissionais, o estudo aponta palavras-chave: prazer no que faz; fazer o que gosta; saber realizar; produzir; desenvolver; executar; ter benefícios; ser remunerado; ter dinheiro; se sustentar; ativo; útil; fazer parte da sociedade e evoluir.
Comunicação
O estudo mostrou que, pouco a pouco, a Geração Y está se afastando do hábito de comprar e ler jornais – substituídos sumariamente pela tevê e internet por “entregar” a informação com rapidez e qualidade. O rádio não é o preferido, mas foi apontado como útil e prático.
Dinheiro
O dinheiro é resultado do trabalho e significa independência e estabilidade. Com essa percepção, a Geração Y acredita que dinheiro e estabilidade são mecanismos para a obtenção de prazer. Máximas como: “poder sobre as pessoas”, “estabilidade financeira”, “mal/bem necessário”, “futuro e possibilidade de planejar”, “progresso e realização pessoal”, “oportunidade de fazer e comprar mais” e “trabalhar para ganhar” estão presentes nos resultados da pesquisa.
Consumo
Uma outra especialidade da Geração Y – além de ser veloz – é ir às compras. As associações com a prática são positivas e emocionais. Não são apegados à marcas e têm foco no resultado que a compra produz. – Roupas As classes A e B apontam a vitrine como responsável pelo impulso de compra; na classe C, as lojas de rua dividem espaço com as de departamento, sendo que o foco é se a roupa “caiu bem” e se há facilidade de pagamento. – Eletroeletrônicos Ao contrário do comportamento adotado no consumo de roupas, a Geração Y mostra maior preocupação na hora de adquirir eletroeletrônicos.
Bancos
Os grandes bancos são associados à visibilidade – quanto mais propaganda, maior a sensação de que se trata de um banco grande –, quantidade de agências espalhadas pela cidade e número de caixas eletrônicos.
Atendimento
A Geração Y se comporta de maneira similar às demais gerações quando o tema é atendimento. A demora é a principal reclamação desses jovens. As expectativas com relação ao atendimento são similares – esperam atendentes bem treinados e capacitados; com boa vontade; eficientes; atenciosos e simpáticos; pró-ativos e com raciocínio rápido. Preferem não falar com mais de um atendente; não ter a ligação derrubada; ter respostas diretas e objetivas; e conseguir resolver o problema. Uma das contradições é que a Geração Y não prefere a internet na hora do atendimento, porque não tem paciência para escrever, enviar e aguardar a solução por e-mail.
Veja as contas brasileiras que estão recebendo doações para ajudar a população haitiana.
Embaixada do Haiti no Brasil
Banco do Brasil
Agência: 1606-6
C/C: 91.000-7
CNPJ: 04.170.237/0001-71
Cruz Vermelha
HSBC
Agência: 1276
C/C: 14526-84
CNPJ: 04.359688/0001-51
Viva Rio
Banco do Brasil
Agência: 1769-8
C/C: 5113-6
CNPJ: 00.343.941/0001-28
Care Internacional Brasil
Banco Real-Santander
Agência: 0373
C/C: 5756365-0
CNPJ: 04.180.646/0001-59
Pastoral da Criança
HSBC
Agência: 0058
C/C: 12.345-53
CNPJ: 00.975.471/0001-15
Caixa Econômica Federal
Agência 0647
C/C: 3600-1
CNPJ: 00.360.305
As doações da Caixa serão encaminhadas à Coordenação de Assistência Humanitária (Ocha, na sigla em inglês) pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA) da Organização da Nações Unidas (ONU) e pelo Escritório das Nações Unidas.
Desejo a todos um ano em que possamos escolher, selecionar, avaliar e pensar antes de agir. Desejo um ano em que os cidadão saibam votar, saibam interpretar uma notícia, saibam escolher. Pois só aqueles que podem escolher podem acertar…. e errar. Mas ao menos tiveram a chance de tentar e de formular suas ideias.
Um super 2010!

A plataforma Paltalk é um sistema de chat compartilhado em todo o mundo que divide salas com professores de inglês. Você pode trocar ideias enquanto pratica inglês ou praticar inglês enquanto troca ideias.
Moacir Assunção – O Estado de S. Paulo
A notícia de que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) pretende criar uma nova carreira para jornalistas, publicitários e relações-públicas no serviço público, a de Gestor em Comunicação Pública, gerou polêmica entre entidades e profissionais ligados ao setor. A razão é que já existe na estrutura do governo federal uma carreira para a área, a dos Técnicos em Comunicação Social (TCSs), com cerca de 600 cargos, dos quais metade vagos, preenchidos por concurso público e destinadas a todas as repartições do governo. A Secom confirmou que planeja criar a nova carreira e o projeto deve ser encaminhado ao Congresso no segundo semestre.
“É como determinada prefeitura criar o cargo de cirurgião-dentista quando já existe o de dentista. Questão puramente de nomenclatura, mas com uma sutileza: o salário dos futuros integrantes da carreira em estudo na Secom é de encher os olhos, enquanto profissionais concursados há décadas vão seguir com remuneração aviltante”, compara o jornalista Oswaldo Augusto Leitão, um dos integrantes do movimento dos profissionais de comunicação do Executivo Federal, formado por TCSs, em artigo no site Observatório da Imprensa.
Este blog vai se render à reforma ortográfica e a partir de hoje, !ideia revista é sem acento. Aproveitando, clique aqui para acessar um resumo sobre o que muda na língua portuguesa, produzido pelo G1.
A MOJO é uma editora digital que publica livros cujas histórias são baseadas em músicas. A idéia é genial. As músicas viram livros! E você também pode contar a sua história.
Venício A. de Lima
Observatório da Imprensa
A revista Veja, à época de José Roberto Guzzo e Elio Gaspari (edição 932 de 16/07/1986, pág. 27), publicou uma charge do genial Luis Fernando Verissimo, sob o título “Crepúsculo”, que guardo comigo até hoje. Um casal está diante de um deslumbrante pôr do sol. O homem, que aponta uma filmadora portátil para o lindo horizonte, diz para a mulher: “Mal posso esperar pra chegar em casa e ver isto”.
[Ver também aqui.]
Durante muitos anos usei essa charge, em aulas de comunicação, para dramatizar o incrível papel de mediadoras entre o homem e sua realidade exercido pelas novas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Não bastava mais estar presente e testemunhar a beleza do crepúsculo. Mais importante do que a própria experiência direta, era ver depois a imagem dela através das lentes e cores de uma filmadora.
Os turistas japoneses são exemplos emblemáticos do largo uso de máquinas fotográficas e filmadoras. Em alguns países da Europa, eles são jocosamente referidos como aqueles que “descobrem” os lugares visitados somente depois que retornam às suas casas e vêem/assistem às fotos/filmes que fizeram.
Processo semelhante ocorre quando a realidade é “experimentada” através das câmeras de TV e cinema ou das fotos de jornais e revistas. Com uma diferença fundamental: a mediação da grande mídia retira do espectador/leitor o controle da imagem a ser mostrada e vista. E, boa parte do que é realidade no mundo contemporâneo, chega até nós exatamente dessa forma. Daí o enorme poder de definição do real que a mídia tem.
Acesso e fascínio
Os anos se passaram. As TIC e seu fascínio avançaram. Os preços se tornaram acessíveis. E o fenômeno se espraiou por todo o tecido social. Fotografar, filmar, registrar se transformaram em epidemia social.
Casamentos e cerimônias como formaturas – do jardim de infância à pós-graduação – se transformaram em eventos filmados e fotografados por dezenas de fotógrafos e cinegrafistas, profissionais e amadores. Telefones celulares – mais de 148 milhões no país (Anatel, 17/12/2008) – que são também máquinas fotográficas e filmadoras digitais, potencializaram exponencialmente o número de fotógrafos e cinegrafistas.
Não é incomum que se forme uma barreira humana entre a cerimônia e familiares/convidados que a presenciam “ao vivo”, a ponto destes serem impedidos de ter alguma visão do palco do próprio evento. Aos poucos, fotografar e filmar esses eventos passou a fazer parte deles; ou melhor, a busca da representação da realidade se tornou constitutiva dela mesma.
Tudo isso é feito dentro da lógica de que em momento futuro, em casa, se poderá “ver” o que de fato aconteceu, incorporando a antiga mediação tecnológica à realidade.
Mais recentemente o fenômeno alcançou também as festas de família.
São tantos os fotógrafos e cinegrafistas que se chega à bizarra situação de um evento estar sendo fotografado e filmado simultaneamente pela maioria de seus participantes. As festinhas familiares estão se transformando prioritariamente em ocasiões das quais se deve ter imagens para se ver depois. E com isso o evento se transforma numa interminável sessão de fotografia e filmagem, cujas fotos e vídeos são editados e vistos e refeitos ao longo do próprio evento. E por aí vai…
TIC e sociabilidade
Não há dúvida de que as TIC, amplamente disponíveis a preço acessível, democratizaram a possibilidade de registro de fatos e a preservação da memória de pessoas e de situações. Não se trata, portanto, de eventual nostalgia da suposta pureza de uma época passada. A questão é outra.
A incorporação das representações possibilitadas pelas TIC, evidentemente, altera a definição de realidade. E isso vale para fenômenos naturais – como o crepúsculo – e também para o registro de fatos e a preservação da memória de pessoas e situações. Altera também o comportamento das pessoas.
Ao nível das relações e da sociabilidade humanas, não se correria o risco, em situações específicas, de transformá-las em meros objetos de registro imagético? Quem sobrevive impune a dezenas de máquinas fotográficas, celulares e filmadoras apontadas em sua direção ao longo de toda uma festinha familiar? E as intermináveis sessões posteriores onde se vê e se revê as fotos e os filmes e os vídeos?
Vinte e dois anos depois, a charge do Verissimo está mais atual do que nunca. Só que agora não é só o “crepúsculo” que passa a incorporar a imagem dele feita para se ver depois “em casa”. Até que a epidemia passe – será que passa? – as festinhas de dentro de casa, elas mesmas, passaram a existir no resultado imagético de uma incontrolável legião de máquinas fotográficas, filmadoras e celulares. E se prolongarem nas imagens que se faz delas, vistas e revistas interminavelmente.