Escolha poder escolher

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Nasci e vivi até os 18 anos em uma cidade pequena, sob condições financeiras difíceis, em um bairro afastado da cidade. Amo ter podido brincar na rua até tarde livremente, ter tido a “minha árvore”, onde passava muito tempo, amigos que guardo até hoje comigo e passado por experiências que constituem a minha personalidade. Mais da metade da minha vida ainda está lá.

Nunca sofri por não ter dinheiro. Àquela época, por mais que a barra fosse difícil, não fazia diferença; o que me preenchia e me esvaziava estava condicionado aos dias bons e aos dias ruins.

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Biblioteca super útil para estudantes de comunicação

Sabe aqueles textos que você, caro estudante de comunicação, leva muito tempo para encontrar e consolidar? O Blog Tese Digital, um trabalho fantástico , cujo autor não consigo identificar, reúne textos, livros, áudios de palestras de Foucault por exemplo, entre outras raridades espetaculares do universo das teorias da comunicação.

Dê um pulo lá e se esbalde!

Meu cantinho

Hoje estou com vontade de estar em casa. Deve ser o tempo frio. Só eu, meus pensamentos  e o transbordamento que eles podem ocasionar. Eu os seguro demais, eu sei. Eles ficam ali no espaço, voando no espaço fechado da minha timidez ou mesmo mudando diariamente.

Eu queria poder me concentrar mais neles, fluir neles, e não tomando a minha mente por temas externos, só cuidar do íntimo, do que fica lá abandonado gritando para atrair minha atenção.

Estes impulsos de querer cuidar mais da alma aparecem hoje em dia com mais frequência. Às vezes penso que pode ser o tempo, mas na verdade, acho que é mais uma revolta por me dar tanto a temas que quase sempre não preenchem minhas emoções.

O bombardeamento de informação, o modelo de produção que nos deixa quase que constantemente conectados e o padrão de vida, que nos exige mais cuidados e mais tempo, levam quase toda a energia que deveria estar concentrada nos anseios humanos individuais e coletivos.

A conectividade não necessariamente significa coletividade.

Deu no Nós da Comunicação: Marcelo Rech: ‘O recém-formado em jornalismo deve saber empreender’

Concordo plenamente com o Marcelo Rech. Isto não significa mercantilização da profissão, mas sim novas formas de atuar e contribuir. Leia a entrevista

O filtro invisível: entendendo como a Internet está medindo forças com o quarto poder

O livro do Eli Pariser, presidente da plataforma de ativismo digital MoveOn.org é um achado para aqueles que estão cansados da literatura de deslumbramento acerca da Internet e suas maravilhas democráticas. A Revista Época entrevistou o autor em agosto e vale a pena conferir.

Ao compartilhar a forma como pensam os diretores do Facebook e Google principalmente, Pariser cria muitas pulgas atrás da orelha. A tão perseguida relevância, palavra que mais se ouve no mercado da comunicação digital, é o foco destas gigantes da Internet.

A preocupação aqui é que para atingir esta relevância no oceano de informações, ambas seguem inovando e ampliando maneiras de traçar os perfis e preferências dos usuários. Portanto, desconfie. Como citado no livro, se você não está pagando pelo serviço, então você é o produto! E os mecanismos utilizados nesta corrida muitas vezes beiram o surreal.

Ah, o prefácio é de Chris Anderson, editor chefe da revista Wired.

O que é uma tampinha de plástico no meio do oceano

Este vídeo é antigo, mas sempre vale pensar profundamente sobre o que estamos fazendo com nosso planeta. Uma recomendação: nos primeiros minutos do filme, feche os olhos e apenas escute o que a natureza diz.

Apesar de estar no Youtube, é melhor assistir a versão do vídeo que está no site do fotógrafo. Clique aqui.

Dia da caça, dia do caçador

Quando se acostuma a ficar nos bastidores, fazendo a ponte entre instituições e imprensa, é difícil ser notícia. Mas este dia foi muito interessante, portanto quero compartilhar aqui.

A visita ao Acre para produzir conteúdo dedicado à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 foi mais que uma missão da profissão; pois me proporcionou uma nova forma de enxergar a população que vive na floresta amazônica.

Eu já conhecia outros estados da Região Norte, já fui a comunidades indígenas, já passei de barco pelo belo Rio Negro, mas a realidade dos seringueiros é bem diferente. É por isso que quando se fala em políticas de desenvolvimento para a Região Norte, não se pode tratá-la como uma área uniforme, por mais que haja semelhanças.

A Agência de Notícias do Estado do Acre acabou publicando matéria sobre minha visita, e outros sites replicaram a nota. Uma parte desta experiência fantástica pode ser conferida aqui.