A web 2.0 e o jornalismo

O jornalismo sempre foi representado por um número x de repórteres que buscavam as informações para os leitores, visto que gozavam de acesso a pessoas e instituições. Nesse ponto, os leitores pegavam nas bancas os jornais que mais lhe interessavam. A informação tinha produtores e receptores definidos

Tempos depois, com o surgimento da Internet, o leitor que tinha acesso à rede passou a selecionar suas fontes de informação. Começava aí uma nova relação de consumo de informações.

Em decorrência disso, a posição de leitor não é mais estritamente receptiva. Na verdade nunca foi. A questão é que, em grande escala, os leitores passaram a agir diretamente no trabalho de apuração dos veículos on-line (não que isso não aconteça nos outros meios), em intervenções via canais de comunicação como o e-mail por exemplo.

Hoje o leitor que participa, discute e critica também produz conteúdo. É a inversão completa dos papéis até então convencionados. E sim, a Web 2.0 é uma das principais responsáveis por este processo.

Mas o que é Web 2.0? 

O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web – tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.

Segundo Tim O’Reilly, um dos criadores do termo, a principal regra seria desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva.

O que muda

Dentro do conceito de web 2.0 surgem ferramentas que permitem o tipo de interação do qual estamos falando, como os blogs, os sites de compartilhamento de vídeos e fotos, enciclopédias construídas coletivamente, sites de grandes veículos que abrem espaço para o leitor produzir matérias e enviar fotos. Enfim, a linha unidirecional da informação jornalista – leitor foi cortada e todos os pontos da rede produzem, consomem, criticam, comentam e disputam fontes.

É claro que o papel do jornalista não é diminuído nesse contexto, mas é importante que os profissionais da área entendam que um certo teor “fiscalizador” está instalado na rede e que se deve ter cada vez mais rigor com a apuração. Além disso, cada vez mais produtores de conteúdos, principalmente os especializados, apresentam-se como novas fontes aos jornalistas.

Imagem: eboy XV

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