Arquivo do mês: janeiro 2008

Comunicar para transformar

A equipe da Socialtec, um site dedicado ao Marketing Social no Brasil, publicou um artigo que a editora deste humilde blog desenvolveu juntamente as jornalistas Emanuela Carvalho e Katiuscia Leles.

O material trata de comunicação empresarial para a integração de funcionários portadores de deficiência. São algumas idéias, observações e recomendações baseadas no mercado de trabalho para deficientes e na postura empresarial.

A Socialtec se dedica à comunicação para a transformação social por meio de artigos, conceitos, práticas, notícias e discussões. Está no ar desde 1997 e conta com o apoio de quase 40 colaboradores. O artigo fica na página principal até o final de fevereiro.

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Gente também é peça de museu

Museus não são chatos, pelo menos em suas essências. Eles respondem parte de muitas de nossas perguntas fundamentais: “quem sou”, “de onde vim”, “como fui parar aqui”, etc. Mas, e se no lugar de grandes personalidades históricas, peças artesanais, livros antigos e bonecos de cera entre outras coisas tivéssemos um museu com histórias de pessoas comuns? Pessoas que fazem parte de realidades locais (tão distintas entre si em nosso país) e que contam suas vidas para um museu de pessoas?

Pois essa idéia já existe, é o Museu da Pessoa, em São Paulo. Criada em 1991, a proposta da casa é construir uma rede de histórias de vida que contribua para a transformação social. Hoje existe uma rede de museus da pessoa com sedes em Portugal,Estados Unidos e Canadá.

O material produzido é de excelente qualidade e a equipe é composta por profissionais de comunicação, relações internacionais, pesquisadores, tradutores e voluntários.As participações são gratuitas e qualquer pessoa pode contar sua história. Entre e divirta-se! Clique aqui.

Dinâmica das organizações modernas

O livro Imagens da Organização de Gareth Morgan, grande autor norte americano, é uma leitura obrigatória para o administrador moderno.Apresentando nuances organizacionais por meio de metáforas, o autor consegue exprimir aquelas situações que acontecem no dia-a-dia de maneira real e clara. 

Uma das metáforas é as “Organizações como sistemas políticos”, em que são abordadas questões como conflitos de poder e interesse, formas de governança de uma organização, e a relação entre empregado e empregador, muitas vezes tensa. A verdade é que o tema “política” é um tabu dentro das empresas e quase sempre é visto como algo negativo.
Política existe sim, o tempo todo e em todo lugar. Cabe aos trabalhadores, executivos e empresários identificarem a melhor forma de agir frente a determinadas situações. As tirinhas de Dilbert que o digam:

Clarice acredita em alienígenas

Clarice, uma senhora que mora nas mediações do Lago Paranoá em Brasília, acredita em seres extraterrestres. Ao fim de todos os dias, por volta das 6 da tarde, pega o binóculo, um chapéu e uma fita de filme antigo (como aquelas de negativo de foto), deita em uma espreguiçadeira em seu quintal, e põe-se a esperar.

Os vizinhos não dão muito crédito e a nobre observadora já virou motivo de piadas e quase sempre vergonha para seus dois filhos: Joana e Rafael (15 e 12 respectivamente – entenda-se idade complicada). O sr. Manuel não agüentou e deu no pé.

Foi ele quem trouxe o assunto para dentro de casa, mas Clarice acabou se apaixonando pelo tema; estudou, pesquisou, entrou para uma Ong dedicada à ufologia e finalmente, um belo dia, reuniu a família e declarou: “Vocês precisam viver sem mim. Eles virão me buscar em breve e não estarei aqui para cuidar de vocês”.

O choque foi geral e logo se esparramou pela rua. Sr. Manuel se sentiu culpado, mas não quis internar a esposa. É que no fundo ele não acreditava em alienígenas e achava que ela estava ficando louca.

Muitas foram as tentativas de persuadí-la, mas quando viu as malas prontas, entendeu que realmente não havia mais o que ser feito.

E ela sempre dizia que Cocoon não é ficção. “Aquilo acontece de verdade e todos os dias!!” Os filhos desistiram dela quando o sr. Manuel foi embora. Ela ficou só e determinada a seguir o plano de deixar o planeta.

Pois à véspera do reveillon de 2008, Clarice desapareceu. Quando os filhos chegaram em casa para os preparos da virada de ano não viram mais as malas. Ela sumiu. No quintal de casa um bilhete que dizia:

“Chegou a minha hora. Estou indo para um lugar melhor, onde as pessoas, ou melhor, os seres, me compreendem e me respeitam.
Ass. Clarice”

Os filhos ficaram parados, estarrecidos e emocionados. Não estão entendendo nada até agora. Seqüestro? Teria um amante? Endoidou de vez e foi morar no interior? As perguntas estão no ar, mas em breve teremos mais informações de Clarice, a mulher que acredita em alienígenas.

PS* Qualquer semelhança com nomes e lugares é mera coincidência.

A !idéia revista deseja a todos que a crônica da vida em 2008 seja uma das melhores!