Woody Allen Almodovariano

Quem pôde assistir ao filme de estréia do 10º Festival Internacional de Cinema de Brasília ontem pôde se deliciar com uma versão castelhana de Woody Allen com o filme Vick Christina Barcelona.

A história de duas amigas (Scarlett Johansson e Rebecca Hall) que vão passar férias na capitalespanhola é regada a relacionamentos inusitados, triângulos amorosos (mais cíclico que triangular), traição, casamentos de conveniência e a eterna busca pela vida ideal.

Javier Bardem, o assassino de cabelo horrível de “Onde os fracos não têm vez”, interpreta um charmoso artista plástico que vive os desejos de forma incondicional. Ele foi casado durante anos com a personagem de Penélope Cruz, uma mulher esquizofrênica que vive à beira da loucura.

O mais admirável é o respeito aos sentimentos e a forma como eles são abordados no filme. Por mais complexos que possam ser, há honestidade em todo o tempo. Talvez por isso a história seja tão original. Os sentimentos estão acima dos personagens.

Além da história pitoresca, a fotografia é linda e laranja, o que lembra muitas vezes os filmes de Almodóvar. A trilha sonora é regada a Paco de Lucia com performances de guitarra espanhola em alguns momentos.

E ao fim, uma revelação: Penélope Cruz sabe ser cômica. A quantidade de sorrisos que se espalham pela sala quando sua personagem está em cena é insana.

Woody Allen é sempre bom.

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