Arquivo do mês: junho 2009

Quase que não foi

Depois de um dia mais que cansativo em terra diferente e quente, estava eu indo ao Estádio José do Rego Maciel, para assistir a seleção brasileira de futebol. Uma partida pela fase eliminatória da Copa do Mundo contra o Paraguai, em Recife,Pernambuco. Nada seria mais enlouquecedor que um mar de gente seguindo para o mesmo lugar na mesma hora, com a mesma emoção no coração.
O calor, a chuva e as noites anteriores mal dormidas não foram suficientes para inibir a empolgação de ver a seleção pela primeira vez. O Hino Nacional tem seu lugar de destaque, com uma execução orquestrada ao vivo. Em seguida o Hino Nacional do Paraguai e depois bola no campo.
A platéia feminina histérica gritava pelo Kaká sem cerimônia. Bastava Kaká ficar perto da bola (ou nem isso) para parecer que só havia mulheres naquele estádio. E ele não parecia ficar “aperreado”. E Robinho passou muitos sustos também. Como não entendo nada de futebol replico neste relato as observações dos colegas que me acompanhavam. Eles disseram que o juiz estava realmente muito brando, e que, de certa forma, estava puxando a sardinha para o Paraguai.Mas isso não foi problema, mesmo depois do gol do país vizinho. Logo antes do final do segundo tempo o Brasil empatou para o delírio de todas aquelas pessoas. Choveu, Brasil fez outro gol, as pessoas ficaram mais loucas ainda e por fim, acabou. Ah, ainda teve uma briga. Não entendi por que, afinal, todos ali eram brasileiros (com 5% de paraguaios do outro lado do estádio), o que me leva a crer que foi uma briga passional. Não sei como foi, só sei que foi assim.

O suor com chuva, ou a chuva com cheiro de suor se misturaram à brisa, e o cansaço de repente bateu. As três últimas noites, que somaram 11 horas de sono também não ajudavam. Na saída, muitos gritos, cornetas, latas de cerveja voando, e uma multidão de gente caminhando na mesma direção. A cena era como aquele filme que mostra a marcha dos pingüins (se alguém lembrar o nome, por favor, deixe comentário); todo mundo feliz pero de cabeça baixa.

Não sei explicar os detalhes técnicos do jogo; se houve impedimento, quantos escanteios, quantas perdas de bola, etc, mas sei que o Brasil ganhou e que a situação agora está bastante confortável, pois a Argentina não está tão ameaçadora. E eu nem ia ao jogo. Na última hora ganhei um ingresso e fui acompanhando o grupo. Quase que não foi, e valeu a pena.

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Ouro Preto – MG