Beija-flor e planejamento

Genial este artigo do Bruno Blankenburg. A comunicação corporativa é tomada diariamente por incêndios, mas não adianta só tentar apagar o fogo. É preciso pensar:

Já é bem conhecida por muitos que trabalham no terceiro setor a história do beija-flor que tenta apagar um incêndio na floresta enquanto os animais simplesmente fogem. Nunca gostei dessa história, pois mostra a solidão e o fracasso. Por isso, criei outra versão que vou compartilhar com você.

O começo de minha paródia é o mesmo: está lá a selva pegando fogo, os animais fugindo e o beija-flor tentando apagar as chamas. Ao perceber que não estava tendo sucesso, a pequena ave parou em um galho e começou a pensar. Viu o fogo ameaçar as árvores, ao mesmo tempo que avistou, no rio próximo, uma oportunidade. Percebeu também sua fraqueza, pois não conseguia levar muita água em seu pequeno bico. Entretanto, lembrou-se de que era o único animal a ficar parado no ar, além de voar bem rápido.

Então, olhou de novo para a floresta e os bichos a correr. Traçou uma linha de ação e voou rapidamente para colocá-la em prática. Primeiro, falou com o bem-te-vi, que além de ser seu amigo, cantava bem alto, e pediu a ele que mobilizasse os elefantes e os conscientizasse de que poderiam usar suas trombas para conter o incêndio.

Enquanto seu amigo piava para a manada, o beija-flor conversou com algumas girafas para que orientassem os elefantes e mostrassem os principais focos do incêndio. Logo, estavam o beija-flor, o bem-te-vi, as girafas e os elefantes, cada um com suas qualidades, dando o melhor de seu potencial para resolver a crise.

O primeiro orientava as ações, pois podia ver claramente as labaredas de cima, enquanto os mamíferos apagavam as chamas. O bem-te-vi, como tinha terminado sua missão, foi conscientizar e mobilizar outros animais.

Antes do fim do dia, estavam todos os animais em uma grande festa para comemorar o sucesso da empreitada. As cigarras tocavam músicas alegres enquanto os bichos dançavam.

Enfim, com planejamento, cada um pode oferecer o melhor para o bem de todos, seja o gerenciamento, a supervisão, o operacional e, até mesmo, a comemoração (que também é muito importante!). Então, é melhor interromper as ações emergenciais, “parar para pensar” e agir de forma estruturada.

Bruno Blankenburg é gestor de Planejamento da Alertse, jornalista por formação e possui experiência na comunicação e gestão de projetos on e off-line, em organizações dos segundo e terceiro setores da economia. Além disso, escreve para blogs e está presente na maioria das redes sociais como pesquisador empírico.

Artigo publicado originalmente no portal Nós da Comunicação.

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